Comunidade Imaginada

:: coisas da antropologia ::

Desabafo: tadinho, tadinho, tadinho…

Se o gajo fosse meu filho, entregava-o já à segurança social.

Aplicar a antropologia: colóquio “A ética nas práticas antropológicas”

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O Colóquio A ética nas práticas antropológicas“, organizado e participado pelos alunos da disciplina de Éticas e Práticas da Antropologia, do curso de Antropologia da FCSH, é uma iniciativa pouco comum nesta fac. Habitualmente os semestres terminam na azáfama das frequências e dos trabalhos e esta “azáfama” é muito mais gratificante e com efeitos multiplicadores positivos. E é tanto mais importante, quanto a “antropologia aplicada” deve ultrapassar o seu estatuto tão menorizado na Antropologia com “A”.

O colóquio é aberto a todos os que quiserem assistir, entre as 10h e as 13 h, na sala 05 da Torre A, com entrada livre.

As intervenções dos estudantes versam temas tão diversos como a antropologia industrial, ambiental, o assédio no local de trabalho, os Direitos Humanos, a etologia humana, a luta contra a Sida, a cegueira como objecto de estudo antropológico, entre outros.

(Clap, clap)

Antropolis : grupo em português na OAC

periferia_resiste2A importância dada pelos impulsionadores da OAC à representação regional dos seus membros fez surgir diversos grupos com referências linguísticas ou regionais particulares.

A ideia não é “encarcerar” os membros da OAC em fronteiras nacionais, regionais ou linguísticas, mas precisamente o oposto. Isto é, dar relevância a esta presença, com o objectivo de ultrapassar a fronteira do anonimato em que vive a diversidade que constitui o conjunto das “world anthropologies”.

Antropolis pretende ser um ponto de encontro, de colaboração, de divulgação, de interrogações e de diálogo também em português, mas onde todos os “dialectos” falados na “polis antropológica” são bem vindos.

[CM]

OAC – Open Anthropology Cooperative

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Um grupo de antropólogos formou recentemente uma rede internacional, a OAC – Open Anthropology Cooperative , que pretende promover o debate, a comunicação, a troca de experiências e a colaboração entre antropólogos, utilizando a internet como meio de ultrapassar fronteiras nacionais, regionais e linguísticas.

A iniciativa, uma plataforma aberta que apela à colaboração multi-disciplinar e multi-regional, teve um sucesso imediato. No primeiro dia, 28/05, registaram-se mais de 200 membros (com ligações diversas à antropologia – desde estudantes a académicos) e formaram-se vários grupos temáticos e regionais. O número actual de membros ultrapassa já os 400 e formaram-se 37 grupos.

“I would encourage any of you to launch regional or language-based groups. We want OAC to be a multilingual platform allowing our members the freedom to be themselves in the medium and area that they choose.”, diz Keith Hart, o impulsionador directo da criação da OAC.

Para quem estiver familiarizado com redes sociais na Internet (como o Facebook e outras), o funcionamento da OAC é semelhante. Cada membro tem uma página pessoal e acesso a um conjunto de ferramentas de participação e interacção com todos os outros membros.

O processo de adesão é simples e o projecto merece o nosso apoio, divulgação e participação.

Entusiastas de primeira hora formaram um grupo em português, o Antropolis.

Para entrar na OAC e tornar-se membro (”sign up”): http://openanthcoop.ning.com/

Até lá!

Doutoramento em Antropologia na FCSH/UNL

Entre o início de Junho e finais de Setembro decorrem as candidaturas ao Curso de Doutoramento em Antropologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa para o ano lectivo de 2009/2010.

O Curso de Doutoramento em Antropologia funciona em articulação com o CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia, e ainda com o IELT e o CESNova.

O Plano de Estudos organiza-se em oito semestres e duas componentes: um Curso de Doutoramento com a duração de dois semestres, que confere um Diploma de Estudos Avançados em Antropologia, e a realização de uma Tese de Doutoramento, seis semestres, com a atribuição do Grau de Doutor em Antropologia.

Este 3º ciclo de estudos compreende as seguintes áreas de especialização: Antropologia Biológica e Etnoecologia; Políticas e Imagens da Cultura e Museologia; Antropologia das Migrações, Etnicidade e Transnacionalismo; Antropologia do Espaço e das Cidades; Poder, Resistência e Movimentos Sociais; Produção, Trabalho e Consumo; Religião, Ritual e Performance; Antropologia Aplicada, Cooperação e Desenvolvimento.

Para mais informações:

Secretariado: Teresa Teixeira,Departamento de Antropologia, Faculdade Ciências Sociais e Humanas, Av. Berna, 26-C 1069-061 Lisboa. Telefone – 217908369 -antropologia@fcsh.unl.pt

http://www.fcsh.unl.pt/deps/antropologia/

Antropologia, arte e imagem

CapaAM5O último número de “Arquivos da Memória” (número duplo) apresenta um conjunto de artigos onde se cruzam diversas perspectivas na abordagem da centralidade do visual nas sociedades contemporâneas e a importância da imagem na antropologia, seja como objecto de estudo ou enquanto ferramenta metodológica.

Arquivos da Memória, Número 5/6 (Nova Série), 2009.

“Reinterrogar a imagem política” na edição de 2009 do Doc’s Kingdom

docskingdom 2009

As relações entre a política e o cinema são o tema da edição de 2009 do Doc’s Kingdom – Seminário Internacional sobre Cinema Documental, organizado pela Apordoc (Associação pelo Documentário), a decorrer no Cineteatro Municipal de Serpa, entre 16 e 21 Junho:

“Ainda nas cinzas dum século que foi da política e do cinema, como pensar hoje as relações entre estes dois campos? Começando por evocar gestos seminais de uma época em que já tinham sido questionados radicalmente os termos dessa dicotomia (a viragem dos anos sessenta para setenta), avançamos depois para filmes recentes que nos ajudam a pensar o intervalo decorrido e a abertura de novos ciclos. Por um lado, obras em que pesa a agonia dum tempo – a política depois da política do século XX, a política depois da política. Por outro, explorações cinematográficas de territórios marcados pela memória, ou pela ruína desse tempo. Por outro ainda, novos libelos políticos directos que, num equilíbrio hoje raríssimo, se desenrolam também como um discurso sobre o uso da imagem. Algumas pistas, num programa que não se pretende sistematizador, antes é feito de interrogações parciais, de títulos que podem abrir fendas nos clichés que perduram. Ainda e sempre: o que é uma imagem política?”

As inscrições são até 5 de Junho e mais informações podem ser obtidas através do e-mail docskingdom@sapo.pt ou no site da Apordoc.

[CM]

Novos Mestrados em Antropologia na FCSH-UNL

No ano lectivo 2009/2010, a FCSH oferece dois novos mestrados em Antropologia, Culturas Visuais e Cultura Material e Consumos, e uma boa notícia: os estudantes licenciados por instituições do ensino superior público com média igual ou superior a 16 beneficiam de isenção das propinas do 1º e 2º semestre.

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“O mestrado em Culturas Visuais privilegia duas grandes áreas. A primeira tem a ver com uso de material visual na pesquisa, apresentação e  circulação do conhecimento social e cultural. Incide sobre o desenvolvimento e os aspectos práticos e metodológicos do filme etnográfico, do documentarismo – encarado como género cinematográfico – e sobre a fotografia e suas estratégias. A segunda relaciona-se com o estudo dos sistemas visuais e da cultura visível, ou seja, com a produção de conhecimento cultural e social a partir da análise de imagens produzidas por outros. Partindo da natureza construída das representações visuais, este mestrado faz uma actualização das relações da antropologia com a imagem, abrindo uma nova agenda de interesses, debates e pesquisas em torno das culturas visuais contemporâneas.” (mais informações)

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“O Mestrado em Cultura Material e Consumos pretende fazer uma actualização dos estudos de cultura material, inserindo-se numa linha de trabalho que, nos últimos anos, tem vindo a conceber o consumo como um acto culturalmente produtivo. As cisões clássicas entre os objectos de consumo e os outros objectos (etnográficos, museológicos, de arte…) foram assim postas em causa e, consequentemente, as relações que as pessoas estabelecem com os objectos de consumo passaram a ser vistas como fazendo também parte dos mecanismos de produção das identidades contemporâneas. Partindo desse ponto de vista conceptual, os diferentes seminários pretendem lançar um olhar crítico sobre uma grande diversidade de objectos e de contextos etnográficos.” (mais informações)

Ligações: Mestrados Antropologia FCSH-UNL e Departamento de Antropologia FCSH-UNL.

[CM]

Turismo, Património e Usos da Cultura: convite para participação em painel temático

Recebi um pedido de divulgação do seguinte convite:

Gostávamos de vos convidar a participar, através do envio de propostas de comunicação, no painél temático que estamos a organizar no IV Congresso da Associação Portuguesa de Antropologia, que decorrerá entre 9 e 11 de Setembro de 2009.

A motivação para a proposta deste painel surge em grande parte da necessidade de diálogo, de partilha de experiências e de enquadramento teórico da nossa própria investigação que é antes de mais um work in progress, encorajamos portanto a participação de estudantes e jovens investigadores tal como nós.

Turismo, Património e Usos da Cultura

COORDENAÇÃO
Joana Lucas (FCSH – UNL/CRIA) joana.i.lucas@gmail.com
Raquel Carvalheira (CRIA) raquelcarvalheira@hotmail.com

RESUMO
A proposta deste painel parte da premissa que património e cultura são constantemente alvo de reconfigurações e apropriações por parte de populações que os incorporam nas práticas e nos discursos do seu quotidiano, e que deles extraem novos e activos significados.
O objectivo será que através de estudos de caso, se possa mapear diferentes experiências em terrenos turistificados ou patrimonializados, onde a cultura seja apropriada como um recurso afirmativo ou reivindicativo. Tendo como pano de fundo que é uma apropriação da cultura que está na base destes processos, interessa compreender quais os recursos identitários que são postos em jogo e de que forma são enquadrados por linhas políticas e económicas mundiais, mobilizadas e operacionalizadas por instituições nacionais e internacionais.
Assim propomos discutir paralelamente as novas configurações políticas dos binómios tradição/modernidade e autenticidade/simulacro em terrenos turistificados e/ou patrimonializados, conjuntamente com outros igualmente políticos – local/global, dominação/ resistência, que emergem de arenas em que a cultura se tornou uma condição essencial para a defesa dos direitos humanos e uma bandeira para movimentos sociais e agentes de desenvolvimento que argumentam em prol da diversidade.

Joana Lucas e Raquel Carvalheira

Aqui fica o desafio.

As campanhas de dinamização cultural do MFA em livro

capaLançamento do livro “Camponeses, Cultura e Revolução. Campanhas de Dinamização Cultural e Acção Cívica do MFA (1974-1975)”, dia 30 de Abril, às 18.30 h, na Associação 25 deAbril (Rua da Misericórdia, 95, em Lisboa).

Do texto do convite:

“Camponeses, Cultura e Revolução. Campanhas de Dinamização Cultural e Acção Cívica do MFA (1974-1975)” de Sónia Vespeira de Almeida é uma obra sobre uma das acções mais singulares da transição democrática portuguesa – as Campanhas de Dinamização Cultural e Acção Cívica do MFA – através das quais é possível conhecer o país que a revolução de 1974 descobriu.

Sónia Vespeira de Almeida é antropóloga. Nasceu em Lisboa em 1973.

Doutorou-se em Antropologia do Simbólico e da Cultura, no ISCTE, em 2008.

É investigadora do Centro em Rede de Investigação em Antropologia. Nos últimos anos tem-se interessado por duas áreas temáticas principais: construção da ruralidade e usos políticos da cultura.

Em 2008 foi distinguida com a menção honrosa do Prémio Victor de Sá de História Contemporânea.

A apresentação do livro será feita por João Leal, Paula Godinho e Vasco Lourenço.

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