Comunidade Imaginada
:: coisas da antropologia ::Arquivo para Dezembro, 2008
…’bora lá então para 2009
[Visto em: On the Greek Riots, Dezembro 25, 2008]
Os melhores posts em blogs de antropologia em 2008
[via Open Anthropology e Neuroanthropology]
À atenção dos “antropóblogos” em língua portuguesa: o blog Neuroanthropology teve a ideia de lançar uma iniciativa inédita – recolher os melhores posts do ano em blogs de antropologia.
Ainda mais inédito e de aplaudir com as mãos todas é o facto de o desafio ser lançado a blogs em todas as línguas, ultrapassando o anglocentrismo que, habitualmente, é marca destas “coisas”. O apelo à participação é também lançado por Paul Mason e Greg Downey em espanhol, francês, bahasa (será?) e português. (Perdoam-se, obviamente, os erros de tradução – your portuguese is great! – conta a ideia e o esforço. And a special thanks to Maximiliano Forte e Alexandre Enkerli for their attention to “other-languages-than-english” anthropology).
As candidaturas são para duas categorias: os posts mais populares, em termos de número de leitores; e os posts considerados melhores (os preferidos) pelos seus autores. Devem ser referenciados pelo título, pelo link e por uma curta explicação (uma a duas linhas) do motivo da selecção.
A data limite para as candidaturas é 29 de Dezembro e os resultados serão anunciados no dia 31.
Mais do que uma competição, é uma forma de divulgar e conhecer o universo bloguístico da antropologia… e em várias línguas.
[CM]
Os 100 anos de Claude Lévi-Strauss (2)
[Actualização do post anterior]
Mais vale à tarde que nunca (como dizia um amigo com algumas resistências ao cumprimento de horários laborais rígidos). E digo eu também, que só descobri hoje os textos comemorativos do centenário de Lévi-Strauss em “Os livros ardem mal“. A qualidade dos textos (e da ideia) justificam esta actualização.
Um texto de Luis Quintais faz uma breve resenha bio-bibliográfica de Lévi-Strauss e anuncia que “Lévi-Strauss fará cem anos amanhã. A nossa homenagem começou neste texto de Luís Quintais e continuará hoje e amanhã, com depoimentos de Francisco Vaz da Silva, Filipe Verde e Hermínio Martins.“
A pergunta “O que representa para si Claude Lévi-Strauss, hoje?” foi colocada e respondida por Francisco Vaz da Silva (antropólogo e docente no Departamento de Antropologia do ISCTE, em Lisboa), Filipe Verde (docente no Departamento de Antropologia do ISCTE, em Lisboa, e investigador do CRIA-CEAS), Hermínio Martins (professor nas Universidades de Leeds, Essex, Harvard, Pennsylvania e Oxford, e investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa).
“Merci beaucoup, Professor Claude”, de Rui Bebiano, e “O meu Lévi-Strauss” de Osvaldo Manuel Silvestre rematam o conjunto dos posts comemorativos.
[CM]
«Anthropology Now» [2]
A iniciativa editorial “Anthropology Now” tem suscitado comentários críticos na blogosfera “antropológica”. A ideia é aclamada, mas a forma de a concretizar contraria, segundo algumas opiniões, o objectivo anunciado de levar a antropologia a maiores audiências, dentro e fora do mundo académico. Por outro lado, e não menos importante, a ambiguidade com que a publicação se anuncia criou expectativas e gerou fortes críticas. No site da revista não é claro que a assinatura seja paga, mas o site da editora não deixa dúvidas.
Numa altura em que cada vez mais publicações optam pelo acesso livre aos seus conteúdos e em que o “open access” é um movimento credível e com largos apoios no mundo académico, a “Anthropology Now” repõe o modelo formal de assinatura paga como condição de aceder aos artigos publicados. Jason Baird Jackson, num longo comentário a um post de Savage Minds, coloca algumas questões pertinentes aos editores de «Athropology Now»:
“I like magazines. I like anthropology. Inspired by similar publications in neighboring fields, I have long wished for an anthropology magazine that was both serious and Border’s magazine rack friendly. I have not had the luxury of speaking to any of the excellent people who are throwing their weight behind Anthropology Now, but I would like to ask them to explain publicly their business model in a way that is both clear and that allows the community to compute the costs and benefits of their approach. On the surface of things, I am disappointed that such excellent people are working so hard on a project that seems both late 20th century in approach and potentially harmful to the ecology of scholarly communication in anthropology.” »
A polémica instalou-se e Emily Martin, editora de “Anthropology Now”, explicita o projecto editorial e as razões do modelo escolhido.
Vale a pena percorrer os comentários neste post de Savage Minds e ler como a opção pelo acesso pago não é a única crítica ao projecto.
Concluo que fui extemporaneamente entusiasta quanto a este projecto…
[CM]
Top100 blogs de antropologia
Via Online Universities.com, blogs de estudantes, investigadores ou professores de antropologia foram seleccionados para uma lista “top100″. Para além da área das c.s. em que se situam, têm outra característica comum: são todos em língua inglesa. Dir-se-á que é natural, visto que foram seleccionados por anglo-falantes. Mas reflecte também o anglocentrismo que domina os campos disciplinares das ciências sociais. No rol de ligações da “comunidade”, para além de alguns sites incluídos nesta lista, referimos outros locais na net onde se pode ler sobre a antropologia que se faz em contextos que não os anglo-saxónicos.
[CM]
