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Guerras “boas” e guerras “más” e a antropologia no meio

David Price, antropólogo que tem estado activamente envolvido no debate sobre a participação de cientistas sociais em brigadas militares em cenários de guerra no Afeganistão e no Iraque (Humain Terrain Teams), publicou recentemente um trabalho de investigação sobre a colaboração de antropólogos com o exército americano na II Guerra Mundial, Anthropological Intelligence: The Deployment and Neglect of American Anthropology in the Second World War.

Baseando-se em documentos vários, relatórios governamentais, cartas e obituários de antropólogos e em entrevistas, Price estima que mais de metade dos antropólogos americanos estiveram envolvidos em projectos vários, de contra-informação e outros, no exército americano.

Analisando o papel e posições públicas das associações profissionais, como a “American Anthropological Association” e a “Society for Applied Anthropology”, Price afirma que poucos antropólogos colocavam a
interrogação ética suscitada por este compromisso activo da antropologia com os assuntos militares.

Roberto J. Gonzalez, numa recensão do livro publicada na revista Anthropological Quarterly, afirma:

“Price’s careful synthesis and analysis leads to an extraordinarily powerful and well-informed critique of wartime anthropology for the military, even in a “good war” against fascism. Such anthropology is too easily compromised by ” the captive thinking of a government bureaucracy” under military control during WWII (…) Price’s work reveals that even in a “good war” like WWII, anthropologists often stood on ethically shaky ground when working for military and intelligence agencies, and some of them came to regret the long- term consequences of their participation. In addition, the book reveals that the during the war, military officials had a tendency of “selectively ignoring and selectively commandeering social scientists’ recommendations” (p. 198). All too often, anthropologists had little impact on policy making and functioned as cogs in large bureaucracies with clearly established goals. In worst- case scenarios, he notes that anthropologists may “often find themselves doing ‘piecework’ on large projects that have grand designs beyond their control or comprehension'” (p. 142). Price’s accounts also dramatically illustrate how secretive research can be pernicious and long-lasting-especially in a time of war: “those who committed anthropology to warfare in this context were unaware that their actions were releasing a genie from a bottle, unleashing forces they could not control in new, unimagined Cold War contexts” (p. 280).”

[O seu a seu dono: visto em antropologi.info]

[CM]

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