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Antropologia e Direitos Humanos nos Encontros da Primavera de Miranda do Douro

Os “III Encontros da Primavera de Miranda do Douro” – Antropologia, cinema e sentidos são dedicados ao tema “Antropologia e Direitos Humanos“. Entre os dias 6 e 10 de Junho há conversas à volta de filmes, documentários, passeios, workshop’s e muito mais. A programação completa, incluindo exposições, conferências, sinopses, convidados, diário de campo e outras informações úteis podem ser consultadas no blog dos Encontros.

Ponto de encontro em Lisboa :: 6 de Junho, às 8h00, em frente da Biblioteca Nacional.

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Jean Rouch na UbuWeb

Jean Rouch em UbuWeb: Film & Video

Para ler:

” (…) Jean Rouch’s fame was spreading among film fanatics after he received the Venice Festival Grand Prix in 1957 for Les Maitres fous. In 1958, inspired partly by Jean Genet’s 1958 play Les Negres, he made Moi, un noir (I, a Negro, 1958), which won the Louis Delluc Prize. His work had already attracted the young intellectuals and influenced the first films of the nouvelle vague including some who were to achieve fame and fortune – Claude Chabrol, Jean-Luc Godard, who was the first to welcome him to the select band of the New Wave film-makers, and the philosopher Gilles Deleuze.”Cinema verite” was one of the terms used to express the realism of “cinema truth”, a term invented by Rouch himself. It reached its full expression in a film he made in collaboration with the young sociologist Edgar Morin in 1960, Chronique d’un ete (Chronicle of a Summer, 1961), a work of radical originality set in the period of Algerian decolonisation and created entirely in the streets of Paris by means of a hand-held camera with synchronised sound. New technology had made cinema verite more than ever true to the truth. (…)” +++

Para ver:

Cimetieres dans la falaise (1951)

Les Maitres fous (1955)

[CM]

Filmes documentários na Fonoteca Municipal de Lisboa

[10] IMAGENS SOBRE MÚSICA – Mostra de Filmes Documentários (3ª edição), nas instalações da Fonoteca Municipal de Lisboa, de 20 a 24 de Novembro (entrada livre).

Destaques:

20 Novembro, 18:00

Cantai Cantigas (50′, 2006),

Realização, imagem, montagem e produção Cláudia Tomaz som Nuno Carvalho com Ti Ana, Deolinda, Bruno e habitantes de Trás-os-Montes.

Sinopse:

Trás-os-Montes. 2 viagens, Verão e Inverno, à procura de pessoas e cantigas. Bruno, 8 anos, ‘canta com as cassetes’. Deolinda, ‘anda com as vacas’ e mostra o cemitério da aldeia que ‘tem muito que ver’. Ti Ana, de 90 anos, canta cantigas ao lume, com as vizinhas que pedem ‘cantai outra!’, cantigas de tradição oral, ensinadas pela avó, que contam histórias trágicas que por vezes lembram Shakespeare. [em fonoteca municipal de lisboa]

24 Novembro, 19:00

Onze Burros Caem no Estômago Vazio (28′, 2006)

Realização Tiago Pereira, produção Bazar do Vídeo, produtor Abel Ribeiro Chaves, co-produção Miguel Nóvoa, um convite Aepga – Associação para o Estudo e Protecção do Gado, com Aurora Sebastião, Iria Gomes, Domingos Afonso, Isabel Raimundo, Beatriz Martins, Adélia Garcia, Avelina Bartolomeu, Maria Falcão, Glória Granado, Luísa Vicente, Adelina Vicente, Carlos Perpétuo, Maria Augusta, D. Carminda, D. Guiomar, Sr. Moreira, Sr. Francisco, Pauliteiras de Valcerto, População de Bruçó, Gilda, Marcelo, Tiago Pereira e muitos outros imagem Tiago Pereira, Raquel Castro, Nuno Martins e Carla Pinto som Tiago Pereira e Raquel Castro montagem Tiago Pereira assistente de montagem Joana Dilão misturas Rodrigo Costa animação genérico Manuela Gandra imagens Super 8 Família Rito – Bruçó 1978.

Sinopse:

No planalto mirandês, os seus habitantes e os burros partilham uma vida de isolamento e trabalho. Muitas vezes, os burros são o único elemento com que se estabelece um diálogo e é assim desde há muito tempo. Todas as histórias e cantigas resultantes deste universo já por si mágico e miscigenador de tradições, funcionam como um escape e como uma forma de pensar única, reveladora da realidade humana deste povo. Filmada, esta vida resulta por meio deste filme numa proposta etnomusical de contornos antropológicos únicos em Portugal, que já não se relaciona estritamente com as noções de folclore, mas antes procura na natureza humana – onde quer que ela se encontre -, estados de alma, vidas, como se estas pessoas, ao longo dos tempos, tivessem compreendido que rir de si próprias é o melhor remédio. Trata-se de revelar a relação destas pessoas com o ambiente em que vivem e trabalham e a forma como elas pensam sobre si próprias e como se riem do mundo. Procurando entender e mostrar o seu quotidiano, esta é uma história sobre as pessoas, os burros e todas as narrativas musicais e sonoras que daí derivam como se de uma opereta se tratasse. Um teatro de relva onde o encenador, as personagens e o público são todos o mesmo. [em fonoteca municipal de lisboa]

[CM]