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Notas de leitura e “notetaking software”

Uma forma de facilitar a organização da leitura das dezenas de textos que teimam em se acumular na mesa de trabalho é tentar anotar e organizar metodicamente os apontamentos e notas de leitura. Instrumentos como o Zotero e o Evernote, usados em conjunto, têm facilitado bastante a minha vida. Mas há mais, muitos mais e esta página da wikipédia faz uma listagem e comparação das características e funcionalidades de muitos dos que existem disponíveis, entre gratuitos, pagos e mais-ou-menos pagos ou nem-por-isso gratuitos.

Existem até abordagens científicas da questão crucial de “como tirar notas eficazes”, não só da leitura de textos, como em aulas, conferências, seminários e afins. Um(a) tal de Cornell já deu nome a um método – o Cornell Notetaking Method – adaptado depois por outros expertos a um pequeno software que gera blocos de apontamentos em pdf próprios para a função – o Cornell Method PDF Generator – ou em templates para Word.

Este post mostra o método em acção, com tutorial e exemplos. E este sugere outros métodos, incluindo o velho e clássico papel e caneta e o útil e libertador conselho de que, por vezes, é melhor esquecer notas e apontamentos e gozar descontraidamente o que se lê ou ouve.

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Top100 blogs de antropologia

Via Online Universities.com, blogs de estudantes, investigadores ou professores de antropologia foram seleccionados para uma lista “top100”. Para além da área das c.s. em que se situam, têm outra característica comum: são todos em língua inglesa. Dir-se-á que é natural, visto que foram seleccionados por anglo-falantes. Mas reflecte também o anglocentrismo que domina os campos disciplinares das ciências sociais. No rol de ligações da “comunidade”, para além de alguns sites incluídos nesta lista, referimos outros locais na net onde se pode ler sobre a antropologia que se faz em contextos que não os anglo-saxónicos.

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Acesso livre às publicações da SAGE

Free Online Trial to all SAGE Journals until May 31: mais uma vez, a SAGE dá oportunidade de acesso ilimitado a todas as publicações, durante um período restrito. Até 31 Maio, a visita ao site da SAGE vai ser diária…

E, mais uma vez, menciono o Zotero como uma ferramenta indispensável para arquivar os resultados destas pesquisas. Extensão do Firefox – o browser que a esta hora já deveria ter eliminado todas as versões do IE da Microsoft dos computadores pessoais que correm em ambiente Windows -, o Zotero não só capta e arquiva, como cataloga, arruma e organiza todos os preciosos resultados das pesquisas. E mais: em alguns sites, como o da SAGE, basta um clique num pequeno icon para guardar TODA a informação que o site disponibiliza para o artigo encontrado. Não só os sumários e as referências bibliográficas, como também os pdf que estiverem associados.

Três em um

Um: Visual Anthropology.net – um site dedicado à Antropologia Visual, com muita informação sobre documentarismo, conferências, festivais, livros, papers, filmes, etc. Ligação para o site Ethnodoc, uma associação cultural com sede em Itália, que agrega várias instituições internacionais e que presta serviços vários a universidades e centros de investigação na área do filme etnográfico. Mantém também um canal de webtv, com acesso mediante uma doação anual de 10 € para suportar os custos de manutenção.

Dois: World Values Survey – rede global de cientistas sociais que analisaram as mudanças nos valores sociais e crenças religiosas, registadas entre 1981 e 2001, em mais de 80 países. O site divulga os dados, as metodologias, a lista dos investigadores envolvidos neste projecto e dá acesso à lista de publicações que resultaram do desenvolvimento do projecto.

Três: Registry of Open Access Repositories (ROAR) – uma lista exaustiva de repósitórios de documentos em livre acesso das instituições signatárias da Declaração de Berlim na Conference on Open Access to Knowledge in the Sciences and Humanities.

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Mana’o – “open access” a textos de antropologia

Mana’o é um repositório de textos (teses, artigos, papers, livros) de antropologia, com acesso livre (e gratuito), construído por inicativa do departamento de Antropologia da Universidade do Hawai’i, em Manoa. Ainda em fase experimental, contém já alguns textos e autores que abrangem várias áreas temáticas e anos de publicação (de 1891 a 2007).

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Já só falta uma semana…

… para a SAGE Journals Online fechar as portas a quem não tiver o “abre-te $e$amo”, i.e., username e password, pagos, para aceder aos arquivos. A SAGE publica algumas das melhores revistas de ciências sociais (em língua inglesa) e, como anunciei numa entrada anterior, está a permitir o acesso livre aos conteúdos integrais, sem quaisquer restrições, a não ser um registo prévio. Aproveitem.

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In-Extenso, motor de pesquisa especializado

Os motores de pesquisa generalistas, como o utilizadíssimo Google, devolvem milhares de resultados que misturam no mesmo saco sites de diferentes tipos, origens, níveis de qualidade e de fiabilidade, mesmo quando filtrados pelas opções de pesquisa avançada.

O In-Extenso restringe o universo de pesquisa à área das ciências humanas e sociais e, dentro desta, a um corpo reduzido de portais ou repositórios de artigos científicos, inseridos no movimento OAI (Open Archive Initiatives, movimento pelo acesso livre a artigos científicos, integrado pelos centros de investigação signatários da Declaração de Berlim), e a um conjunto de sites seleccionados por L’Album des Sciences Sociales (já referenciado em post anterior).

Vantagens e desvantagens? Claro. A desvantagem óbvia é a exclusão de todo um restante universo de publicações científicas ou de referências que, por vezes, constituem pistas preciosas para encontrar pérolas em palheiros. As vantagens são igualmente óbvias: por um lado, a garantia da qualidade do universo de pesquisa e a possibilidade de acesso a uma grande maioria de textos em versão integral; por outro, a eliminação de uma quantidade de lixo electrónico que torna as pesquisas na net um trabalho fastidioso de selecção entre centenas (de milhares) de sites.

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