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OAC – Open Anthropology Cooperative

OAC_Members

Um grupo de antropólogos formou recentemente uma rede internacional, a OAC – Open Anthropology Cooperative , que pretende promover o debate, a comunicação, a troca de experiências e a colaboração entre antropólogos, utilizando a internet como meio de ultrapassar fronteiras nacionais, regionais e linguísticas.

A iniciativa, uma plataforma aberta que apela à colaboração multi-disciplinar e multi-regional, teve um sucesso imediato. No primeiro dia, 28/05, registaram-se mais de 200 membros (com ligações diversas à antropologia – desde estudantes a académicos) e formaram-se vários grupos temáticos e regionais. O número actual de membros ultrapassa já os 400 e formaram-se 37 grupos.

“I would encourage any of you to launch regional or language-based groups. We want OAC to be a multilingual platform allowing our members the freedom to be themselves in the medium and area that they choose.”, diz Keith Hart, o impulsionador directo da criação da OAC.

Para quem estiver familiarizado com redes sociais na Internet (como o Facebook e outras), o funcionamento da OAC é semelhante. Cada membro tem uma página pessoal e acesso a um conjunto de ferramentas de participação e interacção com todos os outros membros.

O processo de adesão é simples e o projecto merece o nosso apoio, divulgação e participação.

Entusiastas de primeira hora formaram um grupo em português, o Antropolis.

Para entrar na OAC e tornar-se membro (“sign up”): http://openanthcoop.ning.com/

Até lá!

«Anthropology Now»

Finalmente, alguém se lembrou de concretizar este projecto: divulgar, numa linguagem acessível aos leitores comuns, o olhar antropológico sobre acontecimentos quotidianos. Dizem os editores do jornal “Anthropology Now“, cheios de razão, que a “antropologia cultural” tem uma perspectiva única e crítica sobre muitos dos temas actuais, desconstruindo estereótipos veiculados pelo senso comum,  mas não possui a visibilidade pública de outros sub-domínios da antropologia, nem de outras ciências sociais.

“Anthropology Now seeks to reclaim a voice for anthropology in public debate, not by simplifying complex problems but by conveying anthropological knowledge in clear and compelling prose focused on telling examples and accompanied by illustrative graphics. Margaret Mead once made cultural anthropology a common subject at dinner table conversations across the United States. Today, too many of our important conclusions have fallen off the radar screen of public consciousness. This journal builds on a growing commitment in the field of anthropology to make our research findings open and accessible to the world outside the confines of the academy.

Cultural anthropology is often stereotyped, exoticized and trivialized in the media. Important controversies over theoretical issues have been labeled “anthropological cannibalism” in recent news articles. The idea that anthropology has theoretical and methodological discussions with scholarly depth is ridiculed and the debates trivialized. Topics such as the lives of the Yanomami or the Ju’\hoansi (to whom cultural anthropology has devoted decades of scholarship) are reduced to a battle of personalities or political interests. Anthropology Now will strive to present equally riveting controversies but informed by scholarly research.” [about/mission]

George Marcus, um dos autores/impulsionadores do “Writing Culture“, que recentemente defendeu que não há “ideias novas” em antropologia, afirmação contestada por Maximiliano Forte e Lorenz Khazaleh, integra o corpo editorial deste “magazine”. Oxalá não seja ele “o pessimista de serviço” ao projecto.

E, já agora, percorrendo o “Anthropology Now”, descobri que “anthropologie” também é nome de loja, de uma cadeia de mais de 100 lojas nos EUA, que comercializam roupas, jóias, acessórios, artigos para casa, objectos decorativos e outros artefactos, inspirados em temas e desenhos “exóticos” (a preços igualmente “exóticos”). Ora, como todos os comuns com senso sabem, “antropologia” e “exótico” são praticamente sinónimos – um dos tais estereótipos a esconjurar do domínio das ideias públicas.

[Actualização]: Jason Baird Jackson, num longo comentário, coloca algumas questões pertinentes aos editores de «Athropology Now».

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Três em um

Um: Visual Anthropology.net – um site dedicado à Antropologia Visual, com muita informação sobre documentarismo, conferências, festivais, livros, papers, filmes, etc. Ligação para o site Ethnodoc, uma associação cultural com sede em Itália, que agrega várias instituições internacionais e que presta serviços vários a universidades e centros de investigação na área do filme etnográfico. Mantém também um canal de webtv, com acesso mediante uma doação anual de 10 € para suportar os custos de manutenção.

Dois: World Values Survey – rede global de cientistas sociais que analisaram as mudanças nos valores sociais e crenças religiosas, registadas entre 1981 e 2001, em mais de 80 países. O site divulga os dados, as metodologias, a lista dos investigadores envolvidos neste projecto e dá acesso à lista de publicações que resultaram do desenvolvimento do projecto.

Três: Registry of Open Access Repositories (ROAR) – uma lista exaustiva de repósitórios de documentos em livre acesso das instituições signatárias da Declaração de Berlim na Conference on Open Access to Knowledge in the Sciences and Humanities.

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Revues.org

Revues.org é um portal de acesso a revistas científicas na área das ciências sociais e humanas, desenvolvido e mantido pelo Centre pour l’édition électronique ouverte, que associa o CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique), a EHESS (École des hautes études en sciences sociales), a Universidade de Provence e a Universidade de Avignon. É possível, através do portal, aceder a mais de cem revistas, a maioria com disponibilidade integral dos conteúdos.

Os princípios e objectivos editoriais pretendem garantir critérios de qualidade e facilidade de acesso aos materias divulgados e, ao mesmo tempo, a autonomia da identidade editorial das diferentes publicações representadas no portal.

A Revues.org mantém igualmente um calendário de inciativas e eventos, Calenda, le calendrier des sciences sociales, uma lista de hiperligações, L’Album des sciences sociales, assim como um blog e uma newsletter electrónica.

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WorldCat.org

O WorldCat é um catálogo online de (1 bilião) de livros pesquisáveis em (cerca de 10.000) bibliotecas (supostamente) em todo o planeta. O projecto é inútil para pesquisas em bibliotecas portuguesas. Mas vale a pena pesquisar o WorldCat se o objectivo não for encontrar um livro na biblioteca mais próxima (e, por falar em bibliotecas, ando com uma vontade danada de postar sobre as bibliotecas portuguesas e, entre elas – e sobretudo – as municipais lisboetas).

Se o objectivo for encontrar livros publicados por determinado autor, ou um título de que se conhece poucas referências, ou se pudermos ir a correr à biblioteca mais próxima em Inglaterra, em França, na Alemanha ou nos Estados-Unidos, ou se formos simplesmente curiosos e gostarmos de explorar a diversidade de recursos que a internet propõe, então o WorldCat é realmente fabuloso.

Exemplificando: uma pesquisa sobre um antropólogo português (o primeiro que me veio à ideia foi o Miguel Vale de Almeida) devolve três páginas de resultados. Seleccionando o segundo título, fico a saber que a obra de MVA, The hegemonic male: masculinity in a Portuguese town, editada pela Berghahn Books em 1996, se encontra em bibliotecas em França, no Reino Unido, na Holanda, na Alemanha, no Canada, no Maine, em Massachusetts, em New Hampshire, no Quebec e em Rhode Island. Acedo a uma recensão, por Charles R. Menzies, posso ainda comprar o livro na Amazon (por $55 USD!!), adicioná-lo aos favoritos e mais umas quantas possibilidades de interagir com o livro, no Google Books e no Google Scholar. E atenção à coluna da esquerda que nos leva a mais informação.

Por mera curiosidade: na lista de países onde me dizem que o livro existe, selecciono aleatoriamente a segunda opção e descubro que ele está disponível em cinco bibliotecas britânicas. Entre estas, opto pela Cambridge University que me dá todas as informações necessárias para encontrar a obra (incluindo uma planta do quinto andar do edifício da biblioteca!).

É também possível, desde que se faça um registo gratuito no site, exportar bibliografias a partir de pesquisas efectuadas.

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Engaging with the world: website de Thomas Hylland Eriksen

Thomas Hylland Eriksen

Engaging Anthropology é o título de um livro de Eriksen. Nota sobre o livro e alguns textos de recensão publicados em anthropology.info, podem ser lidos aqui.

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Ligações

Centro de Estudos de Etnologia Portuguesa

“Fundado em 1994, o Centro de Estudos de Etnologia Portuguesa é uma unidade interdisciplinar de investigação. Resultou do desejo manifestado por um conjunto de investigadores que, ao longo do tempo, se institucionalizou progressivamente, na base de permutas teóricas, metodológicas e de instrumentos de trabalho utilizados nas pesquisas individuais. Deste modo se constituiu um campo de experiências colectivas e um terreno de aplicação de competências específicas e se delimitou um quadro institucional favorável ao encontro com outros investigadores, ao estabelecimento de complementaridades com outras unidades de investigação e à prestação de serviços à comunidade. O CEEP conta com investigadores de diferentes gerações, com proveniências, formações e percursos variados. Ao longo dos últimos anos tem apoiado investigadores portugueses e estrangeiros, oriundos de diferentes instituições, no âmbito das suas teses de mestrado e doutoramento.” [+]

Centro de Estudos de Migrações e Minorias Étnicas

“Fundado em Janeiro de 2000, o CEMME (Centro de Estudos de Migrações e Minorias Étnicas) constitui uma unidade de investigação interdisciplinar, sediada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que desenvolve pesquisas qualitativas e quantitativas no âmbito das migrações, dos processos e estratégias identitárias e das relações inter-étnicas.” [+]

Centro de História da Cultura

“A História das Ideias, concebida como território de encontro de saberes diversos, em particular juntando as perspectivas da história, da filosofia e dos estudos literários, é a base do projecto geral do CHC.” [+]

Centro de Estudos de Antropologia Social

” O Centro de Estudos de Antropologia Social foi criado em 1986. (…) O CEAS é desde há alguns anos uma das estruturas de investigação mais proeminentes na Antropologia portuguesa e tem sido apoiado pelo Programa de Financiamento Plurianual de Unidades de I&D, promovido pela Fundação para a Ciência e Tecnologia. (…) o CEAS desenvolveu inúmeros projectos de investigação nas seguintes áreas de estudo: recursos ambientais, indústria e trabalho, elites, morte, saúde e doença, história da antropologia portuguesa, comunidades rurais e piscatórias, comunidades ciganas, usos da cultura popular, turismo, identidades primordiais e diferenciação social, educação, estudos urbanos, antropologia das organizações, estudos coloniais e pós-coloniais, migrações, etnicidade e transnacionalismo.[+]

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