Comunidade Imaginada

:: coisas da antropologia ::

Lévi-Strauss e o estruturalismo em BD

Publicado no Financial Times.

[CM]

Homenagem a Benjamim Pereira

Homenagem Benjamim Pereira

Organizado pelo CRIA – Centro em Rede de Investigação em Antropologia, na F. Gulbenkian em Lisboa, nos dias 16 e 17 de Abril.

Ver também:

[CM]

E agora…o caos?!

Net Activismo e Culturas Digitais

“Net Activismo e Culturas Digitais” é uma Conferência Internacional organizada pelo CECL (Universidade Nova de Lisboa), CECS (Universidade do Minho) e CICANT (Universidade Lusófona), a realizar-se na Mediateca do Instituto Franco-Português dias 5 e 6 de Fevereiro. Podem consultar o programa aqui.

[LGS]

“O Essencial Sobre” série Antropologia da Angelus Novus

Cultura e Cognição
Luís Quintais
Angelus Novus, 2009.

(“O Essencial Sobre” – Biblioteca Mínima, série Antropologia, coord. Luís Quintais)

“A mente é função de uma variedade de modelos neurológicos de diferentes graus de flexibilidade, o que nos permite justificar quer a diversidade psíquica da espécie quer a sua unidade psíquica essencial. À luz disto, podemos realizar ainda como o debate unidade/diversidade se baseia numa falsa dicotomia. Esta falsa dicotomia entre unidade e diversidade traduz uma outra: a separação entre a mente e acultura, ou, de outro modo, e para esclarecer o equívoco que aí habita, entre a suposta estruturação universal do contínuo cérebro-mente e a contingência e flutuação empírica dos modos de vida em que se desbobram as culturas humanas.”

Explicação e Hermenêutica
Filipe Verde
Angelus Novus, 2009.

(“O Essencial Sobre” – Biblioteca Mínima, série Antropologia, coord. Luís Quintais)

“Algumas obras humanas têm um poder magnético sobre os homens, no sentido em que, geração após geração, não apenas os acompanham mas também delimitam severamente a sua visão e entendimento de si e do mundo, e essas obras são invariavelmente o que nós chamamos obras de arte. O que define cada comunidade, o seu modo único e sempre total de ser – o seu entendimento do que é um ser humano, a sociedade, a natureza, deus, os deuses, o que for – nunca esteve no final de nenhuma generalização indutiva ou dedutiva, mas no modo como se desenham e constroem os templos, nas linhas e destinos humanos de uma epopeia, tragédia ou mito, no sentido iluminante de um verso ou na forma que uma escultura fixou para algum tipo de eternidade. A arte é portanto um meio de conhecimento e uma fonte de verdade, mas que conhecimento e verdade são esses? O seu interesse para a filosofia hermenêutica e para a antropologia reside no facto de ser um conhecimento sobre a interpretação, e por isso um conhecimento sobre o conhecimento, uma verdade sobre a verdade.”

[LGS]

Bibliografia Analítica de Etnografia Portuguesa, de Benjamim Pereira

O Instituto dos Museus e da Conservação re-editou, em versão fac-similada, a obra  de Benjamim Pereira “Bibliografia Analítica de Etnografia Portuguesa, de 1965. Esgotada há muitos anos, pode ser agora baixada gratuitamente, em formato pdf, no site do IMC.

“Encontrando-se esgotada a sua edição original (1965), a sua amplitude – temática, geográfica e temporal – impunha desde há muito a reedição desta obra, bem como a sua ampla e livre disponibilização às muitas entidades empenhadas na salvaguarda do Património Cultural Imaterial.

Composta como fac-simile da edição original, a presente edição electrónica, coordenada e executada pelo DPI, conta com Prefácio de João Leal (Faculdade de Ciências Sociais e Humanas – Universidade Nova de Lisboa), no qual dá conta da importância que a Bibliografia Analítica tem assumido para sucessivas gerações de estudiosos do Património Cultural Imaterial em Portugal. ” (extracto do texto de apresentação no site do IMC).

[CM]

Notas de leitura e “notetaking software”

Uma forma de facilitar a organização da leitura das dezenas de textos que teimam em se acumular na mesa de trabalho é tentar anotar e organizar metodicamente os apontamentos e notas de leitura. Instrumentos como o Zotero e o Evernote, usados em conjunto, têm facilitado bastante a minha vida. Mas há mais, muitos mais e esta página da wikipédia faz uma listagem e comparação das características e funcionalidades de muitos dos que existem disponíveis, entre gratuitos, pagos e mais-ou-menos pagos ou nem-por-isso gratuitos.

Existem até abordagens científicas da questão crucial de “como tirar notas eficazes”, não só da leitura de textos, como em aulas, conferências, seminários e afins. Um(a) tal de Cornell já deu nome a um método – o Cornell Notetaking Method – adaptado depois por outros expertos a um pequeno software que gera blocos de apontamentos em pdf próprios para a função – o Cornell Method PDF Generator – ou em templates para Word.

Este post mostra o método em acção, com tutorial e exemplos. E este sugere outros métodos, incluindo o velho e clássico papel e caneta e o útil e libertador conselho de que, por vezes, é melhor esquecer notas e apontamentos e gozar descontraidamente o que se lê ou ouve.

[CM]